Em um mundo competitivo, pais querem qualificar seus filhos o quanto antes, enchendo suas agendas com aulas de inglês, natação, judô, balé e piano. Mas ao seguirem cegamente esta premissa, alguns pais podem pecar pelo excesso. O jornal britânico "The Telegraph" publicou semana passada uma carta, assinada por mais de 200 especialistas, classificando o momento atual das crianças com a máxima "too much, too soon" ("muito e muito cedo", na tradução literal). Para eles, as crianças devem ser protegidas da superestimulação dos tempos modernos. E nessa história nem mesmo os bebês estão a salvoSegundo o recém-lançado livro "Too Much, Too Soon?" (ainda sem publicação no Brasil), escrito por Sylvie Hétu e editado por Richard House, as agendas de até mesmo alguns bebês já estão superlotadas com atividades de todos os tipos: de natação a salsa. "É muito comum um bebê ter aulas diferentes todos os dias", disse a autora ao jornal britânico "Daily Mail". Mas será que no Brasil acontece o mesmo? De acordo com a psicóloga e terapeuta familiar Irma Pohlman, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, os pais esperam que seus filhos sejam os melhores e, muitas vezes, já saem da maternidade em busca da perfeição. "Esta característica pode estar ligada aos pais que sofreram dificuldades para conseguir espaço no início de suas carreiras e não querem que o filho passe pelo mesmo", diz.
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Escolinha na zona norte abriga 180 crianças e segue filosofia zen, com yoga para alunos
Equipe Yoga Brasil
São Paulo ganhou, neste ano, a sua primeira creche ecologicamente correta. Construída a pedido da prefeitura da cidade, a instituição está situada no bairro Jardim Guarani, na zona norte, e atende 108 crianças.
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